Oficina Exclusiva


 

 

Por que mesmo com a troca da pastilha de freio o barulho de peça gasta continua?

 

Confira a resposta e uma série de outras sobre mecânica automotiva

Troquei as pastilhas de freio do meu Corsa Classic, mas quando pressiono o pedal do freio faz um barulho de como se as peças já estivessem gastas. O mecânico tirou um pouco do material no esmeril para tentar resolver o problema. Gostaria de saber o porquê do barulho e se o mecânico fez certo. (enviado por visitante)

A pastilha e o disco de freio se desgastam com o tempo de uso até que a troca é necessária e surge o famoso barulhinho. Quando só uma das peças é trocada o barulho pode permanecer. No caso do leitor, a pastilha estava nova, mas o disco com imperfeições. “O barulho é causado pela rebarba do disco usado, que entra em contato com a pastilha. Na colocação, teriam que retificar o disco ou trocar a peça por uma nova”, explica .
A indicação do profissional é de que, na hora da troca, as duas peças sejam novas para evitar problemas. “O mecânico fez um ‘quebra-galho’, removendo as rebarbas do disco. Isso funciona na prática, mas não é indicado”.


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Limpar o carro com querosene danifica a pintura?

Confira as dicas para lavagem de seu carro..

Lavar o carro com querosene pode trazer problemas de pintura?

Esse é o famoso mito do querosene, que serve de receita caseira para a retirada de manchas da pintura. Uns afirmam que limpar o carro com a substância deixa a lataria brilhante, outros dizem que corrói a tinta. Para solucionar a questão, vamos explicar melhor. “Se o carro não passou por cristalização, espelhamento, enceramento ou vitrificação não há problemas, caso contrário, o querosene tira a camada protetora”;

Porém, alguns cuidados devem ser tomados durante a aplicação. “Não passe o querosene puro e nem com o carro no sol. É indicado que o procedimento seja feito por um profissional porque o produto é um solvente”, afirma. O querosene deve estar bem diluído, numa proporção de uma parte de querosene para cinco de água aproximadamente. Mesmo assim, usar o solvente com muita frequência não é recomendado. Ele deve ser usado para remover manchas, principalmente as de piche, apenas esporadicamente.

Outra boa dica para a limpeza é o uso do desengraxante. “O produto é usado nas oficinas antes de uma nova pintura. Ele higieniza a superfície sem interferir na tinta”. Em plásticos e borrachas é melhor manter o querosene longe. Ele pode deixar as regiões esbranquiçadas. “Para elas é melhor usar produtos siliconizados”..

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Descubra a função das velas e quando trocá-las


Velas em boas condições são fundamentais para o bom funcionamento do motor. Mas você sabe a hora certa de trocá-las?

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O que fazer quando a correia dentada quebra?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Ouvi dizer que se a correia dentada quebra existe o risco do motor parar. É verdade? – Horácio Dias Santos – MG

Em casos de correia dentada quebrada o melhor a fazer é manter o veículo desligado e recorrer ao serviço de guincho. Na maioria das ocorrências, a peça danificada é sinônimo de válvulas “atropeladas”, como se diz popularmente. Esse importantíssimo componente, nem sempre lembrado pelo dono do carro, é uma ligação entre o comando de válvulas e o virabrequim. Sua função é sincronizar o movimento de ambos.

Além disso, a correia proporciona também a sincronia entre as válvulas de admissão e de escape e os pistões, que se movimentam com a precisão necessária para fazer com que o motor ofereça o desempenho necessário.

O problema é que toda essa exatidão é perdida quando a correia se rompe. Para piorar, a perda da sincronia quase sempre causa choques entre a cabeça dos pistões (que continuam a se mover por inércia até que o motor apague por completo) e as válvulas.

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O que interfere no hodômetro do meu carro?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Viajei com meu carro um trajeto de 480 km, aferido por dois carros de colegas, mas o meu marcou 509 km. Isso é normal? Como corrigir? Marcelo Silva _ Sp

“Mais de um fator pode influenciar no hodômetro do carro, como a utilização de rodas e pneus maiores ou menores, ou então a condução do motorista.”.

Trocar muito de pistas num percurso de estrada também pode registrar um aumento no hodômetro do carro. Além disso, o desgaste do pneu também influencia no resultado do painel.

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A redução do álcool na gasolina prejudica o motor?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

O governo acaba de anunciar que, a partir de 1º de fevereiro, a gasolina terá 20% e não mais 25% de álcool anidro, medida que vai durar três meses, podendo ser adiada ou atrasada. Isso pode afetar o funcionamento do motor?

Essa diminuição de álcool anidro na gasolina não afeta os modelos flex, já que eles se adaptam ao combustível que estiver no tanque. “O que pode acontecer é que ficarão um pouco mais econômicos e com partida mais fácil.”. “No caso dos carros a gasolina, mesmo os mais antigos, essa mudança terá efeitos parecidos com os modelos equipados com motor bicombustível, que aceitam álcool ou gasolina em qualquer proporção”, completa.

“A diferença é que esses modelos precisam de uma proporção de álcool anidro como antidetonante,que antigamente era o nocivo chumbo tetraetila. E nos importados, que foram feitos para rodar com gasolina sem álcool haverá mais economia e melhor rendimento, precisando pisar menos no acelerador para o carro mostrar agilidade” finaliza.

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Como perceber se os amortecedores precisam ser trocados?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

É possível perceber no dia-a-dia se os amortecedores estão velhos e precisam ser trocados? Há barulhos ou sensações que indiquem isso? – Antônio dos Santos- Sp

Um amortecedor velho pode ser facilmente identificado passando sobre uma lombada, por exemplo. “O lado que estiver com o amortecedor velho, afunda mais facilmente”, afirma Sérgio Albuquerque, especialista da oficina Impacto Especiais. Ainda em uma curva, também é possível notar se o carro afunda mais de um lado do que do outro.

Olhar para o amortecedor também pode ser uma boa para descobrir se há problemas. Ele tende a “suar” quando antigo, permitindo a penetração de poeira e outras sujeiras. “Há casos de peças estouradas sem o dono perceber. Se houver pingos de óleo sob a roda, a chance disso ter acontecido é grande”, completa. Sérgio diz ainda que os ruídos por desgaste de borrachas são comuns, mas o de amortecedores são diferentes. “São batidas fortes, com barulho seco, facilmente o motorista percebe”, finaliza.

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Perguntas e Respotas
Leia as perguntas enviadas para nosso Blog, e respondida por nosso Especialista Fabio Teodoro (teodoro@r7.com)

Velocidade do seletor do ar-condicionado influencia o consumo?

Confira a resposta e uma série de outras sobre mecânica automotiva

A velocidade que colocamos no seletor do ar-condicionado altera o consumo do combustível, ou uma vez ligado o consumo permanece o mesmo? E outra: por que quando estamos na estrada ele gela mais? Sergio- Lavras – MG

A velocidade do ventilador com o ar-condicionado ligado altera o consumo de combustível do carro. Segundo Rubín Bonato, Gerente de Desenvolvimento da Denso, a diferença é pequena, mas existe. “Se a velocidade de ventilação for baixa, a refrigeração será menor, consequentemente, o tempo de acionamento do compressor será reduzido, diminuindo o consumo”, explica.

Já o ajuste de temperatura, em sistemas manuais, não interfere no gasto de combustível. Em alguns sistemas automáticos, como a regulagem é mais precisa, pode haver uma variação maior do consumo, especialmente em modelos com dupla zona de temperatura (uma para o motorista e outra para o passageiro). “A variação vai depender do carro e do sistema de ar-condicionado”, diz.

Em relação ao desempenho do ar-condicionado na estrada, Bonato explica que a rotação maior do motor, aumenta a rotação do compressor, bombeando mais gás. “Quando o carro está em velocidades mais altas, a refrigeração do condensador aumenta, melhorando o desempenho do sistema de ar-condicionado”, explica.

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Veja como tirar cheiros e manchas do interior do seu carro

Maçãs ajudam a disfarçar cheiro de cigarro no automóvel.
Especialista mostra como remover manchas de mofo, sangue e sêmen.

A coluna tira-dúvidas sobre manchas no carro rendeu perguntas dos internautas sobre como eliminar as manchas de vômito, mofo, cigarro, creme hidratante, sangue e até de sêmen. O cheiro também merece dicas especiais. Você sabia que a maçã pode ser usada para deixar seu veículo mais ‘cheiroso’? Confira abaixo:

Como é que se faz para tirar o cheiro horroroso de cigarro de dentro do carro?

- Márcio Nascimento Pinto

Se você é fumante, o recomendado é utilizar um neutralizador de odores dentro do automóvel constantemente. Mas, como não deve ser o seu caso, a solução é caseira: corte duas maçãs ao meio e coloque duas metades nos assentos dianteiros e duas no banco traseiro. Deixe por uma noite inteira dentro do carro. Com os vidros fechados por certo tempo as maças irão absorver o odor e ainda vão deixar um cheiro agradável.

Derramei um frasco de perfume no meu carro. Já tentei de tudo, lavagem, exposição do banco no sol mas o cheiro do perfume continua firme. Como faço para eliminar o cheiro que ficou impregnado?
- Ricardo
Como o cheiro já impregnou pelo interior do carro, o melhor é utilizar um neutralizador de odores ou mesmo aqueles “cheirinhos” para colocar dentro do automóvel. Outra solução caseira é utilizar duas maçãs cortadas ao meio. Coloque duas metades nos assentos dianteiros e duas no banco traseiro. O melhor seria fazer isso de noite. Com o carro fechado por certo tempo as maças irão absorver o odor. Também pode ser feito com um pedaço de abacaxi, mas tome cuidado para deixá-lo em cima de um plástico.

Socorri uma pessoa em meu carro e ficaram manchas de sangue. Como faço para tirá-las?
- Wagner
O sangue é uma das substâncias mais difíceis de remover, principalmente quando impregnando por certo tempo. Manchas de sangue seco podem ser muito difíceis de remover, mas uma solução possível é utilizar a seguinte receita: faça uma mistura com água morna, um pouco de detergente líquido e uma colher de amônia. Remova a mancha esfregando a área afetada levemente com uma escova. Se não estiver resolvendo, utilize uma espátula e raspe com cuidado. Evite deixar muito molhado, se ocorrer isso, seque com um pano absorvente. Continue esse processo até que toda a mancha seja removida. Depois, com um pano umedecido apenas com água, remova os resíduos de amônia e deixe secar bem.
O forro do teto do meu veículo também é carpete, como poderia limpar sa marcas de mãos sujas e cigarro?

- Dawidson
O forro de carpete geralmente é uma peça única que pode ser removida. Se estiver muito sujo, o recomendado é retirar e lavar com água e sabão, mas isso é melhor deixar para o tapeceiro fazer. Ele não vai estragar as borrachas de vedação das portas e vidros e também utiliza os produtos adequados. Se for pequenas sujeiras, você pode passar um limpador multi uso umedecido em um pano.

Como retiro mancha de creme hidratante do banco do carro?
- Nazareno
Esse tipo de mancha é a mesma que gordura, que pode ser de um lanche ou mesmo de um protetor solar. Para se livrar dessas manchas, aplique talco sobre a área afetada, deixe agir por alguns minutos e logo depois limpe com água quente e sabão neutro.

Minha sobrinha há mais ou menos um mês vomitou no banco do carro. Na época, retirei o excesso, mas a mancha ficou. Tem algum jeito de retirar essa mancha ou o jeito é mesmo lavar o banco inteiro?
- Lilia
Qualquer coisa que caia no banco do carro é preciso ser limpo o mais rápido possível. Neste caso, por já ter certo tempo, a melhor solução é a limpeza pesada mesmo. Se você for fazer isso em casa, lembre-se de não encharcar os bancos para não deformar a espuma e evitar que surjam bolor e fungos. O recomendado é levar em uma empresa especializada, que, em alguns casos, pode até lhe emprestar um banco enquanto o seu fica lavando.

Meu amigo sujou o banco do carro com graxa. Como faça pra removê-la?
- Janilson


É o caso da gordura, porém a graxa deve ter deixado algum excesso. Se for recente é possível retirar com aplicação de talco sobre a área afetada. Depois é só lavar com água quente e sabão neutro utilizando um pano. Se essa mancha for mais antiga, o certo é a lavagem, mesmo assim não deve sair tudo, principalmente se o banco manchado continuou sendo utilizado.

Eu e minha namorada sujamos o banco do Fusca do avô dela. Nossos fluidos estão por toda a parte como prova do amor (e do crime). Como remover as manchas?
- Nelson
Você pode indicar para o avô da moça que uma solução de vinagre branco com álcool resolve. Porém, vai depender do tempo que a sujeira ficou impregnada. Se fizer muito tempo, a única tentativa para resolver mesmo, é a lavagem, sendo que o ideal é levá-lo até uma empresa especializada.

Como faço para retirar manchas de mofo do banco?

- Anderson

Primeiro você deve lavar o banco que está com mofo. Lembre-se de não encharcá-lo para não deformar a espuma. Depois de limpo, deixe secar completamente antes de recolocá-lo no lugar. Talvez, por morar no litoral, você possa ter usado o carro com o corpo molhado do mar. Se isso ocorrer, o melhor é deixar o carro no sol e com os vidros e portas abertas. Se não for possível, seque o máximo que puder com secador de cabelos, sempre a certa distância, sem tocar no tecido.

Qual é a dica para cuidar de bancos de couro?

- Cleber de Jesus Lisboa
Além da limpeza freqüente, feita com pano úmido e sabão neutro, é recomendável aplicar um hidratante para evitar o ressecamento causado pelo calor e pelo sol. Pode ser hidratante para o corpo mesmo e o período ideal desse procedimento pode ser a cada seis meses. Não abuse do hidratante, pois pode deixar o banco engordurado e desse modo, escorregadio.

Especialista Fabio Teodoro

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Portal Luxo
Editor Fabio Teodoro.

Saudações Dualogicanas…hehe!

Bom, pessoal ! estou aqui pra reforçar algumas dicas acerca do câmbio dualogic, que também podem ser encontradas no livreto vermelho que acompanha o veículo, com o nome de “Suplemento do Câmbio “.

Pra ligar o carro, procedimento padrão, pisar no freio e colocar em “N” – Neutro.
Pra desligar, colocar sempre em 1a. e aí desliga a chave.

Ao contrário do que muitos pensam, a embreagem do dualogic funciona de maneira semelhante à embreagem convencional, ou seja, se você parar o carro e ficar com o pé na embreagem, você nada mais nada menos está “queimando a embreagem”. O Câmbio Dualogic funciona da mesma forma, sendo que nós não acionamos a embreagem manualmente, mas a central do dualogic, sim.

1) Então, quando paramos em semáforos demorados, estando no modo automático, estamos, na verdade, queimando a embreagem. O Suplemento nos adverte, então, que posicionemos a alavanca de câmbio em “N” – Neutro e continuemos com o pé no freio; somente quando o semáforo abrir é que botamos no automático ou manual, conforme o caso.

2) Em caso de parada do veículo em aclives (subidas), para preservar a integridade da embreagem, não se deve “segurar” o veículo por meio da aceleração do motor, mas sim utilizar o freio e só acelerar no momento de arrancar.

Se os itens 1 e 2 acima não forem seguidos, poderá acontecer aquecimento da embreagem e será mostrado no painel.

3) já nos semáforos em descidas, embora seja desaconselhável pois o carro fica “solto”, pode-se colocar em “N” – Neutro (pisando no freio, senão o carro desce e bate no da frente), aí quando o semáforo abrir e acionarmos o automático, o sistema automaticamente selecionará a marcha adequada. Eu passei por um problema desse aqui em São paulo. Parei o carro numa descida e deixei no automatico. Quando o semaforo abriu e eu acelerei, o sistema engatou uma primeira. Aí , imaginei a vergonha que eu passei. Por isso, que é melhor deixar no Neutro, pois quando acionarmos o automático, aí sim o sistema calcula a melhor marcha. Esquisito isso, né…

4) O Fato de não podermos desligar o veículo em “N”, é simplesmente por questões de segurança, pois aí as rodas ficarão destravadas, ficando somente sob a ação do freio de mão. Por isso que o sistema emite vários bips e mostra a letra N no painel. Mas nada que vá prejudicar o sistema. Mas, por via das dúvidas, vamos fazer o que o fabricante pede, né?

5) Se você estava acostumado como eu, a ultrapassar outro veículo, em circunstâncias meio perigosas, a melhor coisa é reduzir uma marcha no manual, dando um leve toque pra cima, e fazer a ultrapassagem,pois caso contrário, se deixar no automático e acelerar pra obter o melhor desempenho do motor, os sistema faz uma redução de marcha brusca. No meu caso, quando tentava ultrapassar um cara que ia desfilando na minha frente, dei uma pisada funda. Adivinha o que aconteceu ? o carro tava numa 4a e reduziu pra uma 2a… quase que eu morro com medo que a minha caixa ficasse no meio da rua..hehe.

6) Outra coisa, caso o carro “morra” por questões adversas, ou sei lá, de repente a bateria descarregou. Nunca tente funcionar empurrando o carro, aproveitando ladeiras etc. Pode prejudicar o sistema.

7) Se alguém já percebeu, ao abrir a porta do motorista do stilo dualogic, vai ouvir um som meio robótico. Não se espante. É Apenas a central dualogic, preparando o sistema pra uma eventual partida.

8) Por motivos de segurança, se esquecermos o carro em 1a marcha, pra por exemplo, fechar a garagem (tanto no automatico, como no manual) e abrirmos a porta do motorista, a central dualogic automaticamente seleciona “N”. Isso é bem legal, pois suponhamos que você saísse do carro e seu filho largasse o pé no acelerador.. Adeus Stilo… e seu filho também.

8) Caso você pare o carro num local escorregadio, para evitar que o carro derrape, o dualogic permite que a gente saia de 2a marcha sem deixar morrer o carro. Bacana isso !!!!

9) Quando desligamos o carro, a central dualogic automaticamente memoriza a ultima marcha antes do carro ser desligada. Portanto, se você desligar o carro em 1a, e depois que desligou, colocar em N, quando for tentar ligar o carro, o sistema vai mostrar 1a. Então é melhor não mexer, mano !!!!

Bom, galera ! Então é isso. Espero que seja de alguma serventia pra vocês… Um abraço a todos !

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Oficina: quilometragem alta exige óleo mais grosso?

Veículos com quilometragem alta deve usar óleo de motor mais grosso?

O leitor que enviou esta pergunta citou seu carro, com 71 mil km, como exemplo de quilometragem alta. O consultor de Portal Luxo, Fabio Teodoro,  explica que atualmente a qualidade de usinagem dos motores permite dizer que quilometragem alta se trata de 150 a 200 mil km.

Antigamente, a utilização de óleos mais viscosos (ou mais grossos) era comum em motores gastos para preencher as folgas entre as partes internas que aumentavam conforme a idade do carro. Entretanto, segundo Venosa, atualmente essa folga muda muito pouco com o uso do carro – nada que fosse necessário mudar o tipo de óleo.

Venosa explica também que, em alguns motores, recomenda-se ainda a utilização de óleos de viscosidade baixa, (SAE 15W 40, por exemplo). Em carros flex, por exemplo, o óleo mais fino evita as falhas recorrentes do inverno, quando abastecido com álcool. Portanto, não é necessário mudar o tipo de óleo de acordo com a quilometragem do motor.

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Oficina: tanque cheio melhora o desempenho do carro?

Percebi que quando encho o tanque do meu carro ele responde mais rápido ao acelerador e fica mais estável. Isso é mito ou verdade?

É mito. Não há nenhuma relação mecânica que ligue o volume de combustível no tanque ao desempenho do carro. Entretanto, se houver algum problema no sistema de combustível esse fato pode acontecer. “Se você tem uma entrada falsa de ar na bomba, por exemplo, você perde na potência do carro”, afirma o engenheiro e proprietário da oficina Motor Max, Rubens Venosa.

Em geral, essas entradas de ar somem quando o tanque está cheio, dando a impressão de que a o desempenho do veículo melhorou, quando na verdade deixou de piorar em razão de um defeito que só aparece quando o tanque não está completamente cheio.
Se você começar a sentir esta perda de potência quando o tanque está mais vazio, pode ser o caso de passar na oficina para fazer uma checagem do sistema de combustão.

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Oficina: Por que os freios fazem barulho?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Quando os freios fazem um assobio significa que estão com algum problema?
Aquele assobio chato que alguns freios fazem quando é acionado não causa nenhum risco, segundo o consultor de Portal Luxo Fabio Teodoro especialista em Trânsito e fatores mecânicos. “Em geral, esse barulho não significa deficiência na frenagem”, diz. Mas incomoda muito o motorista e quem mais estiver dentro do carro.

A causa desse ruído, segundo Fabio, tem a ver com a qualidade das pastilhas de freio em 95% dos casos. Algumas marcas de menor qualidade não absorvem a ressonância gerada no momento do atrito da pastilha com o disco de freio. Venosa diz ainda que mesmo as marcas boas e as pastilhas originais podem apresentar ruído em alguns lotes de fabricação, já que, ainda segundo o especialista, a qualidade pode variar um pouco a cada lote. A solução é trocar a pastilha e pensar em mudar a marca.

Fabio ressalta ainda que o ruído também pode ser gerado pelo disco de freio. “Se o disco não estiver plano o suficiente para aumentar a área de atrito, aumenta o nível de ressonância e então o ruído”. A pinça que segura a pastilha também pode ser gerar o incômodo se não estiver bem apertada. Nesses casos o ideal é procurar uma oficina e identificar o problema.

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Capas automotivas protegem mesmo a pintura?

Confira a resposta e uma série de outras questões enviadas por leitores

O assunto divide opiniões, mesmo de especialistas. De acordo com Valéria Oliveira Rosa, gerente de vendas da Bezi Indústria e Comércio, essa proteção extra para o veículo não causa qualquer tipo de problema, desde que o usuário siga as instruções do fabricante.
“A capa não deve ser colocada se estiver com a parte interna molhada, se o veículo estiver com o motor quente ou se ele estiver molhado, por exemplo. O material é impermeável, portanto, não deixa a água penetrar e, em caso de mau uso, também não deixa a água sair. É isso que pode causar manchas”, explica. Segundo Valéria, áreas esbranquiçadas na pintura, que fica opaca, são causadas pelo acúmulo de água, não pelo material do forro.

Além disso, a gerente comenta que a capa com perfurações ou cortes não pode ser usada, justamente porque poderá ocasionar a entrada de água de chuva, por exemplo. Outra instrução nem sempre seguida e evitar seu uso em modelos que foram recém-pintados. “Quem segue as instruções corretamente não enfrenta nenhum problema.”

Já para Daniel Correia, assistente administrativo da oficina SP Center Car, o uso prolongado desse recurso pode, sim, trazer manchas. “Em dias muito quentes, a capa acaba atuando como uma estufa. Por causa disso, o verniz acaba perdendo o brilho com o tempo. Uma boa alternativa é deixar o carro sem ela ao longo do dia. Ou, encerar o modelo a cada semana, isso pode ajudar a proteger a pintura por mais tempo.” Para reparar o problema, o assistente garante que o polimento é suficiente.

Por outro lado, Correia comenta que o uso de capas em garagem coberta, para evitar acúmulo de poeira, não afeta a pintura. O mercado oferece uma série de opções, que começam com materiais permeáveis, passam por películas externas impermeáveis e chegam a opções bem requintadas, com sistema de ventilação e de ancoragem e nove camadas de material para proteger a pintura. A faixa de preços pode variar entre R$ 40 e R$ 230, dependendo do modelo e de suas medidas.

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Quais são as diferenças entre os óleos de câmbio?

Confira a resposta e uma série de dúvidas sobre mecânica automotiva

Existem diferenças entre os óleos de câmbio? Quais são elas?

Assim como os lubrificantes para motores, os fluidos para transmissões contam com especificações bem diferentes. Existem, por exemplo, produtos específicos para câmbios automáticos, que também podem ser usados, em alguns casos, para as direções hidráulicas, e outros que servem apenas para os manuais – que, aliás, também são utilizados para abastecer o diferencial.

“A função do lubrificante é proteger as partes móveis, diminuindo o atrito entre elas. Isso é fundamental para as engrenagens de uma transmissão manual. Já na automática é preciso que haja certo grau de atrito entre os discos para que eles não ‘patinem’ e transmitam movimento para as rodas. Por isso é que as especificações de cada um são diferentes”, explica Cláudia Cavadas, gerente de tecnologia e qualidade assegurada da Castrol.

Os óleos para transmissões também recebem classificação da SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos) quanto à viscosidade. Quando medida a baixas temperaturas, o índice recebe a letra W (de winter, inverno) e pode ir de 75W a 85W. Os graus de verão consideram a viscosidade medida a 100° C – nesse caso, quanto maior o grau, mais espessa é a película lubrificante formada nestas condições de temperatura.

Há também a classificação do API (Instituto Americano do Petróleo), que indica o pacote de aditivos disponíveis. Para transmissão manual e/ou diferencial estão disponíveis as opções API GL-3, GL-4 e GL-5. “É importante usar o produto especificado pelo fabricante do automóvel, isso porque os materiais dos componentes da caixa de marchas podem não reagir bem a certos tipos de aditivos de um lubrificante diferente do original, desgastando-se prematuramente”, alerta Cláudia.

No caso das transmissões automáticas, a troca de óleo é uma tarefa ainda mais fácil, já que cada fabricante cria suas próprias especificações. Os modelos GM devem utilizar lubrificantes ATF Dexron, enquanto os Ford usam o ATF Mercon e os Mitsubishi, o SP IIM ou SP3, por exemplo.

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Ainda é preciso “amaciar” o motor?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

É verdade que os modelos atuais não precisam mais ser amaciados? Existe algum tipo de cuidado que deve ser tomado nos primeiros quilômetros?

Os motores modernos realmente têm um nível de construção bem mais preciso que os antigos. E isso dispensa a necessidade do “amaciamento” do veículo, segundo especialistas. “Mesmo assim é recomendável que nos primeiros quilômetros o motorista não abuse muito, ou seja, não ultrapasse o regime de torque máximo do veículo”, explica Ricardo Bock, professor de engenharia mecânica da FEI.

Com o avanço das tecnologias de usinagem dos motores, as folgas entre as peças, na montagem do motor, ficaram menores. “Hoje elas são muito mais padronizadas, o que tira a necessidade do amaciamento”, afirma Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. Ainda assim, são necessários alguns cuidados. Nas primeiras horas de uso do veículo, as peças do motor passam por um período de adaptação. “Se a pessoa utilizar o carro no limite de potência, a temperatura se eleva mais que o necessário e, eventualmente, isso pode causar vários malefícios à vida do motor”, diz Venosa.

Isso quer dizer que, até os 5 mil quilômetros, pelo menos, o motorista deve procurar dirigir mais suavemente, tentando não atingir as rotações mais elevadas do motor para evitar o aquecimento excessivo. “Algumas fabricantes adicionam aditivos ao primeiro óleo, ainda na fábrica, para evitar esse aquecimento, mas é recomendável que sempre o motorista tenha hábitos mais ‘brandos’ nos primeiros quilômetros”, conclui o engenheiro da Motor Max.

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Quais os riscos de instalar um teto solar elétrico?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Gostaria de saber se ao instalar um teto solar elétrico, meu carro pode ter problemas como torção de chassi, futuras trincas na estrutura ou outros? A instalação pode ser feita sem problemas ou não é recomendável?”

Depende do modelo do carro, dizem os especialistas. Os veículos com estrutura monobloco, como a maioria dos carros atuais – em que as todas as peças, incluindo o teto, fazem parte da estrutura – podem sofrer futuros problemas com a instalação de um teto solar. “A não ser que o projeto do carro tenha sido pensado para gerar uma família de modelos, incluindo a versão conversível, ou então feito para receber o teto solar como opcional”, explica Ricardo Bock, professor de engenharia mecânica da FEI.

É o que também diz Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. “Se o carro for projetado de fábrica para a colocação do teto solar, com certeza há menos riscos”, diz. O teto é uma peça estrutural com esforços projetados para diminuir a torção do carro. “É uma peça que sofre movimentos naturais, previstos na engenharia. Uma vez que essa chapa é cortada, com certeza haverá uma diferenciação de distribuição dos esforços”, explica Venosa.

Quando instalado, o equipamento dificilmente apresentará problemas, mas o carro sofrerá as conseqüências com o tempo. “Podem surgir trincas em diversas partes do carro e ruídos indesejáveis, muitas vezes difíceis de serem identificados”, afirma. “Sem contar com a segurança, já que, em uma batida, a falta de metal pode gerar deformações maiores que as previstas”, completa o engenheiro.

O professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, Renato Romio, concorda. “Se for preciso tirar alguma viga, o veículo apresentará problemas futuros”, afirma. Portanto, fica a dica: se quiser instalar um teto solar em seu carro, veja primeiro se ele foi projetado de fábrica para receber o equipamento e, neste caso, procure um bom especialista para a instalação, que pode custar de R$ 1 mil a R$ 8 mil.

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Oficina Exclusiva: O que fazer quando o motor superaquece

A temperatura média de funcionamento de um motor é de 90º C a 100º C. Acima disso, o propulsor já trabalha superaquecido. Muitos carros trazem mostrador de temperatura no painel: se o ponteiro sair da faixa de normalidade e atingir o vermelho, sinal de que o motor está mais aquecido do que deveria. Há outros carros com relógio de temperatura, que facilitam essa identificação, e outros que simplesmente acendem um símbolo no painel. O último sinal é o mais extremo: o motorista vê o vapor saindo do capô.

Em qualquer uma dessas condições, o primeiro passo é parar o carro imediatamente. “É preciso procurar o posto mais próximo. Se o motorista insistir em rodar nessas condições, o carro sofrerá danos maiores, como queima na junta do cabeçote e até um empenamento irreversível dos pistões”, alerta o engenheiro mecânico da Motor Max, Rubens Venosa. Depois de parar, o dono do veículo deve ter paciência e esperar pelo menos 40 minutos para verificar o nível de água do radiador, já que a causa mais comum do superaquecimento do motor é o vazamento de água. Se a tampa for aberta antes disso, o condutor corre grandes riscos de sofrer queimaduras.

Caso o nível de água esteja baixo, o motorista deve completar a água com o motor ligado, em marcha lenta, para evitar a ocorrência de um choque térmico. Mesmo que o dono do veículo complete o radiador e não perceba mais sinais de vazamento, é preciso procurar uma oficina o mais rápido possível para desvendar o problema. “Muitas vezes o carro perde água e a pessoa nem percebe. Basta ter um pequeno furo, do tamanho de uma agulha, e o vazamento começa. Nesses casos, as gotículas de água que passam por esses pequenos furos evaporam com o aquecimento do motor e o vazamento fica imperceptível”, explica Ricardo Bock, professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo.

Os vazamentos de água podem ter diversas origens, como uma mangueira estourada ou um radiador furado, por exemplo. Por isso é tão importante que todos os carros passem por manutenção preventiva. “Todos os componentes de borracha, como as mangueiras, não duram mais que cinco anos”, alerta o professor da FEI. Além dos vazamentos, o motor pode superaquecer devido a problemas nas ventoinhas elétricas do radiador, relês ou fusíveis queimados. “Há ainda os defeitos na válvula termostática e bomba d’água”, explica Rubens Venosa.

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Dicas para carros parados por muito tempo

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Quais são os principais cuidados que devo ter quando deixar meu carro parado por muito tempo?

Depende de quanto tempo você pretende deixar seu carro parado. “Se o período for de até seis meses, deve-se deixar o pneu com calibragem entre 20% e 30% acima do normal”, explica Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. Já se a intenção for não usar o carro por um tempo ainda maior, o recomendado é suspender o veículo sob cavaletes para evitar o surgimento de deformações dos pneus.

Outro cuidado importante é desligar a bateria e, “se possível, mantê-la fora do carro com carregador portátil e deixar sempre carregada”, diz Venosa. “Uma bateria por um ou dois meses sem carga não tem mais volta”, esclarece o engenheiro mecânico.

Para os carros que ainda têm tanque de metal, Venosa recomenda deixar o tanque sempre cheio para evitar a oxidação. Além disso, o óleo tem oxidação natural, o que com o tempo poderá provocar desgastes. “A recomendação é trocar o óleo a cada seis meses, ou trocar o óleo de todas as peças antes que o motor funcione”, sugere o engenheiro mecânico.

“Com o carro parado ainda vai haver uma deterioração nas borrachas em função do contato com o ozônio do ar. Por isso, tudo o que for de borracha deve ser verificado antes do funcionamento”, diz Venosa. Mas ele alerta que não se deve colocar óleo sobre a borracha, mas sim fazer apenas uma boa lavagem.

Venosa lembra que é indispensável fazer um check-up após o carro ficar parado por muito tempo. Deve-se checar se não houve engripamento de freios e de embreagem, qual é o estado da lubrificação e como está o funcionamento de todas as partes móveis do veículo. Mas, por todos estes danos que podem ser causados, o engenheiro mecânico recomenda que se evite deixar carro parado por um período longo.

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07/10

Oficina : Posso converter meu carro a gasolina para flex?

É possível converter meu carro a gasolina para flex apenas trocando um chip da central eletrônica do motor?

Possível, é. Mas trata-se de uma conversão primária, sem o mínimo de engenharia, que coloca o veículo em uma condição totalmente diferente de um carro flex de fábrica. Segundo o engenheiro mecânico da oficina Motor Max, Rubens Venosa, o chip faz uma simples reprogramação na central eletrônica do motor – altera basicamente as curvas de avanço de ignição e aumenta o tempo de injeção -, enquanto o carro flex, de fábrica, traz uma série de mudanças mecânicas. O rendimento do carro com chip (consumo e potência) é muito inferior ao carro flex, o nível de emissão de poluentes pode ser maior e os prejuízos ao consumidor, também. “Não vale a pena”, responde o engenheiro.

O motor a gasolina tem características distintas do motor flex. “A taxa de compressão e a temperatura do sistema de arrefecimento são diferentes”, explica Venosa. Além disso, diversos componentes do carro flex são adaptados para enfrentar o poder corrosivo do álcool – muito maior que o da gasolina -, como bomba de combustível, filtro, bicos injetores, materiais dos pistões, entre outros.

Portanto, trocar o chip como forma de economizar combustível é uma ilusão. “A vida útil do veículo será muito inferior a de um carro flex”, afirma o especialista, que já recebeu diversos casos em sua oficina. Quais os primeiros sinais do prejuízo? Bomba de combustível. “É o primeiro item que se torna inutilizável”, conta. Com o tempo aparecem outros problemas e os custos para o consumidor só aumentam. “Se o usuário conseguir economizar com combustível, vai perder muito mais com manutenção”, alerta Venosa.

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Oficina: Ainda vale a pena abastecer com álcool?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Acabei de comprar um carro flex e gostaria de saber quais são as vantagens e desvantagens de abastecer com álcool e com gasolina. Qual é mais vantajoso?
“Hoje só há vantagem entre usar álcool ou gasolina em função ao custo por quilômetro rodado”, explica Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. Isso porque um carro movido a álcool não possui mais as desvantagens de antigamente. “Hoje em dia, um carro movido a álcool tem um motor que pega fácil e não necessita de tanta manutenção como antes”, afirma o professor Renato Romio, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia.

Mas isso se o carro for flex original de fábrica. “Um carro adaptado tem problemas porque as peças do carro a gasolina não foram fabricadas para álcool”, diz Venosa. Ele explica que as peças vão estragar com mais facilidade, e o veículo poderá apresentar problemas nas bombas de combustível, bicos injetores e no motor, o que não é comum em um carro flex original. Mas mesmo assim, para prevenir, o professor Romio lembra que para evitar problemas como o de entupimento de bico injetor, mesmo com o flex original de fábrica, “o que se aconselha é que, de tempos em tempos, o proprietário do carro coloque um pouco de gasolina”.

Apesar de mais barato do que a gasolina, o álcool consome 30% a mais de combustível. Por isso, só há vantagem em abastecer o carro com álcool se o custo do combustível for de até 70% do preço da gasolina. Mas usar álcool tem também outras vantagens, segundo Renato Romio. “Quando se desmonta um motor movido a álcool, a aparência é melhor do que a de um motor a gasolina. Por isso, o motor movido a álcool deve durar mais”, explica o professor.

Quanto à gasolina, há ainda um problema em relação ao meio ambiente, o de aquecimento global. “A gasolina joga CO2 no ambiente que não é recapturado. Já o álcool é recapturado quando se planta cana ou milho, por exemplo”, explica Romio.

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Oficina: vantagens e desvantagens do GNV

Segue pergunta:Gostaria de saber quais são as vantagens e desvantagens de se usar GNV no carro. Tenho um Gol 1.6 e pretendo passar para o gás, mas quero certeza se vale a pena.

Ainda não, segundo Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. Apesar da clara vantagem de custar quase metade do preço da gasolina (mas ser mais caro do que o álcool), o GNV ainda parece trazer muita dor de cabeça. Entre os principais problemas está o fato de ainda não ter sido criada uma válvula reguladora de pressão de gás confiável e precisa com custo aceitável: válvula com precisão ainda é sinônimo de preço elevado.

Soma-se a isso o incômodo do motor perder potência, o que afeta o desempenho da embreagem. Como é necessário acelerar mais para que o carro se mova, a embreagem fica um pouco mais comprometida por esta falta de torque. Além disso, o carro fica mais pesado com a instalação do GNV, o que muitas vezes exige um reforço na suspensão no local onde é instalado o cilindro para que o carro não fique muito baixo.

Como se não bastasse, pelo fato de ser um gás, o GNV causa problemas de lubrificação das hastes das válvulas do motor. “Como o combustível não é líquido, a lubrificação fica comprometida, o que gera um desgaste das válvulas e engripamento das suas hastes no cabeçote do motor”, explica Venosa. Isso sem contar os problemas quando o assunto é segurança, pois podem ocorrer vazamentos que podem gerar incêndios, já que “essas adaptações são feitas quase sem nada de engenharia aplicada, por técnicos que fazem funcionar um carro com eficiência baixa e qualidade de serviço precário”, como afirma Rubens Venosa.

O GNV vai ser um bom combustível à medida que as fábricas investirem mais e o governo voltar a dar incentivo fiscal. A boa notícia é que formas para tornar o carro viável com o gás já estão sendo criadas, como GNV com injeção eletrônica. Mas, pelo jeito, o melhor agora é não arriscar.

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Oficina: É possível usar velas de platina em qualquer carro?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

É possível usar vela de platina em qualquer carro?

O engenheiro José Roberto Campos, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) responde : normalmente o motor é projetado para um tipo de vela. Quando se faz o projeto do motor, é feito um estudo em que se mede temperatura de vela, são vários equipamentos.O que se deve fazer é usar o que está especificado no manual, nada mais do que isso.

Se for usar um outro tipo de vela, não se sabe o que pode acontecer. Teoricamente, não teria problema. Ao longo do projeto do motor, existem ensaios específicos para definir qual a melhor vela para cada motor. Definido isso, o fabricante coloca no manual.

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Oficina: o que é calço hidráulico e como evitá-lo?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Procede a informação de que no caso de passar por trechos alagados existe o risco do motor travar por causa de calço hidráulico? O que seria isso e como evitar esse problema?

Calço hidráulico é o enchimento da câmara de combustão com líquido, o que causa a quebra de componentes internos, conforme explica o engenheiro da oficina Motor Max, Rubens Venosa. Segundo ele, existem três motivos que causam esse problema: o primeiro é a entrada de água pela tomada do filtro de ar, que acontece com mais freqüência em modelos em que esse componente é virado para baixo, na altura do para-choque dianteiro. Portanto, não se deve passar por trechos alagados que estejam com profundidade aproximadamente nessa altura. Ainda conforme Venosa, não existe a possibilidade da água entrar pelo escapamento com o motor ligado, mas apenas se não estiver funcionando e o carro parado.

O segundo motivo que pode causar calço hidráulico é a entrada de combustível em demasia na câmara de combustão pelos bicos injetores. E o terceiro seria a infiltração de líquido de arrefecimento por alguma fissura no motor. Caso esse problema venha a acontecer, o motor trava, por quebra de partes internas, como bielas e pistões. Se depois disso ainda houver qualquer tentativa de dar a partida, há o sério risco de quebra do bloco do motor, agravando o problema, que acontece porque, ao contrário da mistura ar-combustível, qualquer líquido que entrar na câmara de combustão não é compressível. De acordo com Venosa, o custo de reparação de um motor 1.0 que teve calço hidráulico gira em torno de R$ 3 mil.

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Oficina: querosene de avião limpa os bicos injetores?

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Fernando Bossi: Tenho um carro flex e só uso álcool, mas meu carro está consumindo muito e está fraco. Um mecânico me sugeriu colocar dois litros de querosene de avião para limpar o sistema de injeção. Isso funciona?

Não funciona. O consultor Rubens Venosa, da oficina MotorMax, explica que apesar de o querosene ser um subproduto do petróleo, “não tem nada a ver com álcool ou com gasolina”. Segundo ele, o sistema do carro flex não está preparado para um combustível como o querosene. Além de não limpar os bicos injetores, não queimaria como o álcool por não ter as mesmas características físicas para se inflamar.

Venosa diz que o ideal, em vez de colocar dois litros de querosene, é colocar dois litros de gasolina toda vez que for encher o tanque com álcool. “Essa é a saída para quem está relacionando o alto consumo ao entupimento dos bicos injetores”, diz. Nosso consultor ressalta ainda que o diagnóstico pode ser considerado sujeira no sistema de injeção caso, além de consumir mais, o carro esteja falhando. Do contrário pode ser outra causa, relacionadas ao filtro do ar, por exemplo, ou à utilização do carro.

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05/08

Oficina: Por que os freios fazem barulho?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Quando os freios fazem um assobio significa que estão com algum problema?

Aquele assobio chato que alguns freios fazem quando é acionado não causa nenhum risco, segundo o consultor Rubens Venosa, da Oficina MotorMax. “Em geral, esse barulho não significa deficiência na frenagem”, diz. Mas incomoda muito o motorista e quem mais estiver dentro do carro.

A causa desse ruído, segundo Venosa, tem a ver com a qualidade das pastilhas de freio em 95% dos casos. Algumas marcas de menor qualidade não absorvem a ressonância gerada no momento do atrito da pastilha com o disco de freio. Venosa diz ainda que mesmo as marcas boas e as pastilhas originais podem apresentar ruído em alguns lotes de fabricação, já que, ainda segundo o especialista, a qualidade pode variar um pouco a cada lote. A solução é trocar a pastilha e pensar em mudar a marca.

Rubens Venosa ressalta ainda que o ruído também pode ser gerado pelo disco de freio. “Se o disco não estiver plano o suficiente para aumentar a área de atrito, aumenta o nível de ressonância e então o ruído”. A pinça que segura a pastilha também pode ser gerar o incômodo se não estiver bem apertada. Nesses casos o ideal é procurar uma oficina e identificar o problema.

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Oficina: Qual o melhor momento e por que trocar o catalisador?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Qual o melhor momento e por que trocar o catalisador?

“Se o dono respeitar todas as manutenções, não abastecer com gasolina de procedência duvidável e cuidar bem do carro, o catalisador dura em torno de 100 mil km”, essa frase é do engenheiro Rubens Venosa, da oficina MotorMax. Ele alerta sobre problemas nos bicos injetores e na ignição que podem antecipar a troca do catalisador. Em geral, esses problemas são “denunciados” por barulhos diferentes no escapamento. Outro problema acerca do catalisador, segundo Venosa, é que quando vence a validade da peça e o dono não troca ou simplesmente tira o velho, a potência do motor diminui e o consumo de combustível aumenta. Sem contar, claro, que a emissão de poluentes aumenta consideravelmente. O engenheiro ainda alerta para cidades em que a inspeção ambiental já está sendo feita: “sem o catalisador ou com a peça velha não passa de jeito nenhum”.

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13/07

Oficina: É errado passar em lombadas e quebra-molas com o carro “de lado”?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Dúvidas sobre o seu carro? Quer encontrar respostas e dicas sobre mecânica, manutenção ou limpeza? Então a Oficina é o lugar certo para vir. Uma vez por semana, selecionaremos questões deixadas nos comentários e publicaremos as respostas no site, sempre com a ajuda de técnicos e especialistas.

É um hábito frequente de muitos motoristas passar com as rodas alinhadas sobre uma lombada ou quebra-molas para eitar danos na parte e baixo do carro. Segundo Alberto Trivelato, da oficina Suspentécnica, o ideal é sempre manter o carro alinhado nessas situações. “Você deve passar nas lombadas e valetas de frente. Caso não estejam no padrão regulamentado por lei (existe uma legislação a este respeito) você deverá passar da forma que menos danifique seu carro. Normalmente, carros com entre-eixos mai largos ou com mais distância entre o eixo dianteiro e o começo do espoiler ou para-choque são mais expostos a danos”, esclarece Alberto

Danos causados por não passar de frente nas lombadas existem, embora não nos rolamentos. “Eles não se danificam facilmente e existem vários outros aspectos negativos de se passar de lado nas lombadas e valetas como, por exemplo, a excessiva torção do monobloco ou carroceria do carro”, declara Alberto.

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Oficina: A troca de óleo de carros que fazem trajetos mais curtos deve ser feita com mais freqüência?

DÚVIDA: É verdade que carros que fazem trajetos mais curtos precisam ter o óleo do motor trocado com mais freqüência?

Segundo o engenheiro Ricardo Bock, professor da FEI e especialista em automóveis, quando o motorista liga o carro e sai para percorrer um trajeto curto, não há tempo para o motor atingir a temperatura ideal, que gira em torno 90ºC. “Isso provoca um desgaste maior do motor, já que enquanto o lubrificante não esquenta, ele é misturado ao combustível para fazer o carro funcionar”, diz. Se o carro faz trajetos mais longos, as variações de temperatura são menores e o motor fica mais tempo em uma temperatura constante e isso favorece a durabilidade do óleo. Não se pode falar em uma quilometragem ideal para a troca do óleo, pois cada carro tem o seu tempo. “Mas é sempre bom ficar atento e verificar a qualidade do óleo periodicamente”, diz o professor.

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27/06

Oficina: É bom usar gasolina em carro flex periodicamente?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Dúvidas sobre o seu carro? Quer encontrar respostas e dicas sobre mecânica, manutenção ou limpeza? Então a Oficina é o lugar certo para vir. Uma vez por semana, selecionaremos questões deixadas nos comentários e publicaremos as respostas no site, sempre com a ajuda de técnicos e especialistas.

É verdade que é bom usar gasolina em carro flex de vez em quando para lubrificar as peças?


Segundo o engenheiro Rubens Venosa, o abastecimento ocasional com gasolina é bom não por conta da lubrificação das peças – o que não é necessário -, mas para garantir a durabilidade da bomba de combustível. “Quando o motorista utiliza só álcool por um longo período, forma-se uma espécie de geléia no tanque. Isso entope as tubulações e o pescador de combustível, que é responsável por levar o líquido para o motor”, informa Venosa. Por isso, o ideal é abastecer com gasolina pelo menos a cada três meses, para evitar este efeito. “Não precisa ser muito, apenas meio tanque já ajuda a eliminar essa borra”, reforça.

Apesar de as montadoras afirmarem que não é necessário fazer este abastecimento periódico, Venosa reforça que sua dica vem da experiência ao lidar com carros de clientes. “Uma bomba de um carro a gasolina dura, em média, 60 mil quilômetros. Já em um carro abastecido apenas com álcool, que já tem uma durabilidade menor por conta da corrosão, isso pode cair para apenas 20 mil quilômetros”, declara.

Vale a pena lembrar, também, que no inverno é importante manter o tanque reserva de gasolina sempre abastecido, para garantir que a partida a frio do carro funcione. E Venosa reforça, “troque gasolina do reservatório a cada seis meses, no máximo, para ela não ficar muito velha”.

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Atualizado hoje 20/06

Tire dúvidas sobre a carroceria do veículo

Estrutura em monobloco diminui o peso e melhora comportamento do carro.
Infográfico mostra o que significa cada letra e número do chassi.

Uma dúvida cruel assola milhares de motoristas ao se tratar do assunto carroceria. A dúvida que mais persiste é: afinal de contas, é verdade que os atuais veículos não possuem mais chassi? Pois bem, realmente a maior parte dos automóveis não conta mais com o velho chassi. O que os carros possuem atualmente é uma carroceria monobloco. Essa é a carroceria mais comum nos carros modernos.

Nessa estrutura, o assoalho é estampado juntamente com o restante da lataria, assim todas as partes do corpo do carro saem da linha de montagem como uma peça única. Em razão dessa característica deu-se o nome de monobloco. A grande vantagem de empregar esse tipo de estrutura está na redução de peso e também no comportamento dinâmico do veiculo que fica infinitamente melhorado.

O velho chassi como muitos conhecem, foi planejado para ser uma peça separada da carroceria. Esse item é considerado uma espécie de espinha dorsal dos automóveis. Nela todas as demais partes são acopladas. O assoalho é separado do restante da carroceria e fica apoiado nas longarinas, travessas paralelas que ficam em toda a extensão do chassi. Esse conceito de uma peça separada da carroceria equipa os comerciais, como caminhões e picapes, pois reduz a possibilidade de trincas na estrutura, uma vez que esses veículos são mais exigidos na sua utilização, geralmente na capacidade de carga.

Então temos duas formas na estrutura de um carro. Ele pode ser monobloco, uma peça única que compreende assoalho, as laterais e o teto. Geralmente é utilizada nos automóveis de passeio. A outro forma é o chassi e carroceria separados, em que o assoalho é a estrutura principal do carro. A ele é acoplada a carroceria, com laterais e teto. Essa estrutura de duas peças é mais utilizada nos veículos comerciais, como picapes e caminhões.

Trabalhadores montam o Honda City na Índia (Foto: AFP)

O termo chassi ainda desperta algumas confusões principalmente por causa dos documentos de um carro. Na verdade a identificação de um automóvel é o seu registro geral, semelhante ao RG das pessoas. Acontece que no RG dos veículos o termo chassi é empregado para individualizar cada modelo com um número de produção. Mas, independente de ser um carro com monobloco ou com chassi e carroceria separados, no documento todos serão tratados apenas por chassi.

Nesse registro constam uma série de números e letras que informam a procedência do automóvel, como local onde foi fabricado, o ano de fabricação, a marca, modelo e seu número dentro da linha de montagem. Uma regra bem interessante é que as letras “I”, “O” e “Q” foram proibidas, pelo fato de poderem ser facilmente adulteradas. Mais uma boa cautela para dificultar o trabalho de malandros. Abaixo segue um modelo da numeração do chassi.

Para completar a carroceria, independente de ser em uma ou duas peças, vem a lataria que dá as formas ao carro para completar. A espessura dessa peça pode variar de uma área para outra do veículo. Em alguns modelos da Fiat, por exemplo, a chapa que vai na área externa pode medir entre 0,7 e 0,8 milímetros.

As carrocerias atuais são mais finas e mais leves, porém tudo com o intuito de se deformarem com mais facilidade em caso de uma batida. A engenharia das marcas prevê a deformação progressiva. Nesse projeto as extremidades do veículo se deformam, absorvendo o impacto e assegurando a integridade física dos ocupantes.
É muito comum ouvir falar de barras laterais de proteção, mas pouca gente sabe qual a sua real finalidade. Essas estruturas metálicas são montadas no interior das portas dos automóveis e sua função principal é proteger a região da altura dos assentos. Na porta dianteira a barra de proteção se apóia na coluna dianteira e também na central. Já nos carros de quatro portas, a porta traseira apóia a barra nas colunas central e traseira. Essa peça é bem eficiente, pois absorve os impactos laterais em caso de acidente. Esse equipamento é um tanto antigo, pois já era utilizada nos carros de produção desde o final dos anos 80.

Envie sua pergunta

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LIMPEZA DO AR CONDICIONADO (HIGIÊNIZAÇÃO)

Vou explicar uma maneira para você mesmo fazer a a famosa limpeza do sistema do ar condicionado (higiênização), é bem simples e eles costumam cobrar uma fortuna, cerca de 120 reais, segue passo a passo:

ATENÇÃO: Não responsabilizo por nenhum problema causado por este tutorial, é por sua conta e risco.

1 – Verifique se REALMENTE precisa de higenização, para retirar os fortes odores um simples procedimento pode resolver: Com o motor parado e ligado, ligue o ventilador no máximo com abertura para todas as direções, desligue a circulação interna do ar, abra os vidros, coloque o seletor de temperatura no nível máximo e deixe o ar quente circular por mais ou menos 3 minutos. Isto resolve metade dos casos de mau cheiro.

2 – Se o item 1 não resolvel, você vai ter que fazer a higiênização, verifique no manual do proprietário se o seu veículo possui filtro do ar condicionado e descubra a sua localização, ainda não o fiz no palio, quando o fizer posto com fotos, apenas no Vectra e na Parati, no Vectra (mod. novo) fica na parte central abaxo do vidro para-brisa, na parati fica atrás da bateria.

3 – Compre então o filtro do ar condicionado e um tubo de higienizador (spray) encontrado em casas de peças automotivas.

4 – Retire o filtro de ar antigo com o sistema DESLIGADO, elimine sugeiras com o auxilio de um pano, em seguida, certifique que esteje em um lugar arejado e aberto, senão a poeira vai entrar novamente no duto, ligue o ventilador aberto em todas as direções na velocidade máxima com o circulador de ar desligado, vai sujar o carro por dentro, esteje ciente disto.

5 – Pegue o higienizador e solte o spray sob o local onde fica o filtro de ar, CUIDADO COM O VENTILADOR, PODE OFERECER RISCOS SE COLOCAR A MÃO OU CAIR ALGUM OBJETO, PODE QUEBRAR O SISTEMA E MACHUCAR QUEM ESTIVER PERTO, isto é muito obvio mas deve ser observado. Deixe o ar circulando alguns minutos, se possível, siga as instruções presentes no rótulo do spray.

6 – Desligue o sistema de ventilação, agora jogue um pouco do spray direto na saída de ar, para atingir toda a região.

7 – Coloque o filtro NOVO, nada de usar o velho, no local correto, O FILTRO TEM LADO!!! VERIFIQUE, e recoloque as peças no lugar.

8 – Ligue o ar e deixe mais alguns minutos até sair o cheiro forte, está pronto.

Não esqueçam de postar e enviar suas dicas, servem para enriquecer este pequeno tutorial, ele pode sofrer alterações.

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Tire dúvidas sobre manchas no banco do carro

Misturas simples ajudam a retirar desde tinta de caneta até chocolate.
Especialista sugere o que fazer ou evitar em momentos de apuros.

Manter o interior do carro em ordem não requer muito esforço e tão pouco exige tempo em abundância. Está certo que muitas pessoas fazem do carro uma extensão do escritório, da academia, da padaria, enfim, carregam um monte de coisas e, para botar isso em ordem, já é necessário um planejamento prévio. Bom, cada um ajeita ao seu modo, mas vira e mexe acontece alguma zebra e o seu carro pode ficar com manchas desagradáveis no banco ou no carpete.

Pode acontecer, não é difícil. Algum líquido é derramado no banco ou carpete e logo ressalta aquela enorme mancha. Para isso é preciso agir rápido a fim de evitar que a mancha se espalhe ou fique impregnada no tecido. De início, procure retirar o máximo de resíduos que puder. Um papel absorvente, como por exemplo, um lenço de papel, vai ajudar bastante. Mas não pode parar por aí. É preciso, com mais calma, um cuidado extra para que tudo volte a ser como antes. Contudo, alguns danos requerem mais atenção.

Se acontecer de uma caneta insistir em ter vida própria e traçar um belo risco no banco, não se desespere. Para tudo, ou quase tudo, existe uma solução. Nesse caso pegue um pano, umedeça com vinagre branco e pressione a região afetada. Não esfregue, apenas pressione. Na falta do vinagre pode ser álcool ou acetona. O passo seguinte e lavar a área com água e sabão neutro. Pronto, banco novo de novo.

Mas não foi o caso anterior e sim aquele lanchinho rápido que espatifou no chão. Ou não, foi no banco mesmo. Para se livrar das manchas de gordura uma antiga receita dá jeito. Aplique talco sobre a área afetada; deixe agir por algum tempo e, logo depois, limpe com água quente e sabão neutro.

Se você é aquela formiga e não dispensa um chocolate, tem uma boa dica para limpar uma sujeira dessas. O melhor é procurar endurecer o chocolate impregnado no banco. Para isso, utilize uma pedra de gelo, em seguida com um pano embebido de vinagre (poder ser qualquer um branco, rosa, vermelho) esfregue a região. Se não tiver um pano pode ser algodão. Para dar o arremate é só limpar com água e sabão.

É muito comum se levar uma fruta para os intervalos entre uma refeição e outra e se por acaso acontecer de uma fruta manchar o banco, saiba que esse tipo de mancha não agüenta uma solução caseira, formada por uma mistura em partes iguais de água comum e água oxigenada. É tiro e queda.

Em novas famílias, os pais ainda estão se adaptando a trocar fralda, dar a mamadeira, etc. Eis que um respingo de leite no banco ou no carpete vai ser uma situação corriqueira, por isso não se amedronte. Dá para eliminar essas manchas com uma mistura de vinagre branco e álcool. O importante é que essa mistura seja em partes iguais. Depois basta passar água e sabão neutro.

No caso de transportar animais e ficar uma sujeira ali ou acolá, água e sabão neutro resolvem, porém nesse caso especifico é preciso ser ligeiro, pois o maior problema vai ser o mau cheiro impregnado no carro.

No caso dos jovens acontece muito de um descuido colar um chiclete no banco. A regra é parecida com o que acontece com chocolate, primeiro é preciso endurecer o resíduo com gelo antes de fazer a limpeza. No caso do chiclete é necessário utilizar uma espátula para raspar, mas lembre-se, com cuidado! Se não tiver cuidado nesse momento o banco pode rasgar, ou na melhor das hipóteses, apenas desfiar o tecido. Se você achou essa dica um tanto arriscada, tente usar água quente e sabão que também vai dar jeito.

Estamos falando de situações que podem acontecer com qualquer um. Se no seu caso o carro contar com bancos de couro, o procedimento mais adequado é utilizar apenas água e sabão neutro. Se for uma sujeira mais da grossa, utilize um pouco de água quente.

O mais importante de tudo é que não se deve encharcar o banco. Se acontecer de fazer uma limpeza mais severa, vai ser preciso secar bem, caso contrário poderá surgir mofo e fungos. Mas não se esqueça de ter cuidado para evitar que uma dessas condições aconteça mesmo

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Veja dicas para economizar combustível

Hábitos do motorista podem diminuir o consumo.
Andar com pneus fora da calibragem faz carro gastar mais.

Vale a pena descer a ladeira com o carro em ponto morto? E andar com o ar condicionado ligado aumenta ou diminui o consumo de combustível? Muita gente ainda desconhece o que pode prejudicar o consumo do veículo. Acelerar muito e andar com pneus fora da calibragem são alguns dos fatores que interferem no consumo.

A publicitária Camila Marcatte costuma esquecer de calibrar os pneus do carro. O engenheiro Ramon Molina reprova: “Com libras a menos, aumenta a superfície de contato do pneu com o chão. Como a aderência é maior, você sempre vai ter que Molina, professor de Engenharia Mecânica da UFMG, ensina: acelerar muito aumenta o consumo de combustível. “Cada vez que você pisa no acelerador, o sistema de injeção eletrônica injeta combustível para o motor responder. Nos lugares onde tem um sinal em cada esquina, é melhor tentar controlar esta aceleração”, aconselha.

Nas ladeiras, Camila mantém um hábito duvidoso: andar nas descidas em ponto morto. Ao contrário do que se pensa, não é a melhor solução para economizar combustível. “Se o carro não está engrenado, o motor continua funcionando na marcha lenta. Você está gastando o combustível de marcha lenta. Quando você está engrenado sem acelerar, o sistema corta o combustível por completo”, afirma o engenheiro.

Outra dica é andar sempre na marcha certa. Segundo Molina, quando chegar a 50 km/h em uma rua plana, já é o instante de passar para a quarta marcha. Um teste no Centro Tecnológico de Minas Gerais mostra que andar na marcha errada elevar o consumo de combustível em 30%.

Manter o ar condicionado ligado em temperatura média gasta 20% a menos de combustível do que deixá-lo permanentemente na máxima. “Para manter aquela temperatura muito baixa, o compressor está sempre consumindo combustível do carro. Se você regular melhor, ele vai desligar de vez em quando e o consumo não vai ser constante”, afirma o supervisor do laboratório, o auxiliar de engenharia Paulo César de Araújo.

Andar com alguns quilos a mais dentro do porta-malas também pode pesar na conta do combustível. E olha que, nesse teste, nem Paulo César passou: na balança, deu quase 15 quilos a mais no porta-malas; dez quilos já são suficientes pra fazer cair mais rápido o ponteiro do combustível.

“Todo o aumento de consumo é um prejuízo para o bolso e para o meio-ambiente, porque quando o carro consome mais combustível, emite mais poluentes”, explica Araújo. “Acho que todo o mundo deveria mudar alguns hábitos, inclusive eu”.

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Pneus ‘verdes’ ajudam a economizar combustível

Tecnologia minimiza resistência à rodagem.
Pneus são responsáveis por 20% do consumo total do veículo.

Você sabia que um dos grandes responsáveis pelo consumo de combustível do seu carro são os pneus? Para se ter uma idéia, de cada cinco vezes que você enche o tanque, uma é só para cobrir o combustível gasto pela resistência dos pneus à rodagem.

Esta resistência aparece sempre que o pneu toca o solo. Com a deformação dele, a borracha aquece e, conseqüentemente, ocorre liberação de energia, gerando um consumo maior de combustível. A fim de minimizar esse problema, o desafio dos engenheiros é grande. Eles trabalham para que o pneu aqueça cada vez menos sem comprometer a aderência ao solo. Estão desenvolvendo os chamados “pneus verdes”.

“Unir durabilidade, economia de combustível e segurança é, sem dúvida, a parte mais complicada. Mas conseguimos chegar a um equilíbrio com novos materiais e reestruturando a parte interna do pneu”, diz o engenheiro Renato Silva, gerente de marketing

A fabricante – responsável por 10% das vendas para veículos de passeio no Brasil – está na quarta geração de pneus verdes e a investida já representa 70% dos produtos vendidos pela marca no país.

Segundo a Michelin, se toda frota do país rodasse com os chamados pneus verdes, que nada mais são do que produtos de baixa resistência à rodagem -, a quantidade de CO2 que deixaria de ser emitida corresponde ao plantio de 56 milhões de árvores por ano. Além disso, mais de 500 milhões de litros de combustível seriam economizados.

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Misturar álcool em carro a gasolina aumenta gasto de combustível

Tentativa de economia acaba resultando em prejuízo.

Em época de alta no preço dos combustíveis, motoristas buscam subterfúgios para economizar na hora de abastecer o carro. Alguns, inclusive, misturam álcool em veículos movidos à gasolina, uma atitude que não só afeta o carro, como o bolso. O combustível adulterado é outro mal que pode causar muita dor de cabeça. Confira a resposta para essas e outras dúvidas enviadas por leitores:

Misturar álcool em carro movido a gasolina pode prejudicar o motor?

Volnei Augusto
O combustível que não atende as especificações do fabricante pode acarretar diversos problemas. O primeiro indício negativo dessa prática é o rendimento insatisfatório do veículo. Junto, vem a perda de potência do motor que influencia no aumento do consumo. Isso é prejuízo no bolso ao final das contas. Em um estágio mais avançado acontece a corrosão do sistema de injeção eletrônica, que passa a trabalhar de maneira incorreta e logo pode sofrer uma pane. Nessa situação o valor do reparo será alto, fora o transtorno de poder ficar a pé. O sistema de escapamento do motor a gasolina também não tolera a corrosão e aí a troca deverá ser completa, incluindo abafador, silenciador e catalisador. Além disso, essa mistura eleva o nível da contaminação ambiental por gases e partículas poluentes. Se esse carro for pego em uma inspeção não vai passar. Em resumo: a economia aparente se reverte em um enorme prejuízo.
Como faço para esvaziar o tanque quando descubro que ele recebeu combustível adulterado?
Roberto de Castro
Quando surgiram os primeiros carros a álcool era comum o frentista errar e colocar gasolina ou vice-versa. Aí não tinha jeito e um meio de esvaziar o tanque era na base da mangueira mesmo. Atualmente os carros dispõem de recursos para isso, são encaixes do tanque de plástico, que variam de carro para carro, mas que os mecânicos conhecem bem. Apesar de ser um procedimento razoavelmente fácil é recomendado que um mecânico faça isso. Primeiro, porque lidar com o combustível pode ser muito perigoso, já que se trata de um líquido altamente inflamável e, segundo, porque uma boa oficina dispõe de ferramentas para fazer isso rapidamente. Além do que, você só vai detectar que o problema pode ser o combustível adulterado depois de verificar outros itens em seu carro.

Existe algum problema em abastecer um carro flex em postos com combustível adulterado, contendo mais álcool do que a lei permite?
Eude Pinheiro

Nesse caso em específico, com mais adição de álcool que o recomendado, um carro do tipo flex não vai ter problema algum. Porém, o combustível adulterado não leva apenas mais álcool além do que a lei determina, mas também solventes – produtos químicos – mais baratos, o que aumenta a rentabilidade dos proprietários de postos. Uma gasolina adulterada com adição de solvente – a prática mais comum – vai ser maléfica para qualquer tipo de motor, seja apenas a gasolina ou flex. Existem diversos tipos de solventes, como por exemplo, aguarrás e solvente para borracha, também conhecido como benzina

Há alguma diferença de consumo de combustível quando o veículo está descendo em ponto morto ou com a marcha engrenada?
Olavo G. Freitas
Colocar o carro em ponto morto durante uma descida não economiza, aliás, essa prática não indicada para nenhum carro, seja com injeção ou não. No caso específico dos carros equipados com injeção eletrônica de combustível, quando o motorista pega uma longa descida e tira o pé do acelerador, mas mantém o motor engrenado, o que acontece é que a central eletrônica detecta isso e corta o envio de combustível por certo instante, o que economiza mais. Se o mesmo motorista entra nessa descida, mas coloca o carro em ponto morto, o que acontece é que a central eletrônica detecta que o carro está em marcha lenta e assim precisa de uma rotação mínima e em conseqüência do envio de combustível, o que vai gastar mais combustível em relação à condição anterior.

É possível colocar ignição eletrônica num carro de carburador e ignição normal?
Caio Andrades
Essa adaptação é possível sim, porém vai variar de motor para motor. Em alguns casos compensa, principalmente nos motores maiores, como por exemplo, um V6 ou V8. Outros que podem receber essa adaptação são os motores que equipam os modelos Opala de 4 e 6 cilindros e também as versões Ford de 4 cilindros que equipam antigas camionetes, como a F-100 a gasolina. Além de melhorar o desempenho, o motor ficará mais econômico e menos poluente. Porém, qualquer tipo de adaptação deve ser bem planejada e executada por um mecânico extremamente competente.

Tenho um Corolla 2003 e gostaria de saber que vela que devo usar no carro.
Sérgio Duarte
Diversas vezes recomendamos aos internautas que dêem uma observada no manual do proprietário. Para trocar o óleo do motor, para saber a quantidade que cabe no reservatório, no tanque de combustível, enfim, para conhecer seu carro o melhor é ler o manual. Essa informação sobre o tipo correto da vela de ignição encontra-se nele.

Tenho um Fiat Palio 2001 e o mecânico me disse que a aceleração está alta porque o TBI está estragado. O que quer dizer essa sigla?
Warley
A TBI vem de “throttle body injection”, que nada mais é que o corpo da injeção. Nas oficinas é mais conhecido por corpo da borboleta. Esse foi o nome dado ao conjunto que substituiu o carburador nos primeiros modelos a injeção. Até hoje serve para designar o corpo da borboleta dos carros mais modernos, mesmo os que não têm o bico injetor acoplado. A TBI com defeito pode sim ocasionar a aceleração indevida.

Levei o carro para limpar o bico e o mecânico recomendou a troca do TBI, o que aumentou em muito o serviço.
Ivo Brasil Filho
A troca da TBI ou corpo da borboleta tem um custo razoável sim. O que você deve observar e se o carro ficou mais econômico e mais rápido, com respostas mais instantâneas. Se isso aconteceu depois dessa troca, realmente foi válida a substituição.

Se meu carro estiver com meio tanque de gasolina, posso completar com álcool? O reservatório de gasolina próximo ao motor precisa estar sempre cheio?
Ivo Brasil Filho
No carro flex, o motorista pode utilizar qualquer proporção de álcool e gasolina, isso não muda nada. Já quanto ao reservatório, o ideal é manter cheio sim. Uma regra boa para isso é a cada quatro abastecidas dar uma checada no reservatório.

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Em breve……

Tudo sobre pneus

Aprenda como fazer a manutenção, calibragem, reparo e entenda como funciona o pneu do seu carro

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Oficina do Blog: O carro economiza combustível andando em ponto morto, a famosa “banguela”?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

O carro economiza combustível andando em ponto morto, a famosa “banguela”?
Se você está acostumado a desengatar a marcha em descidas, achando que vai economizar combustível, você está redondamente enganado. Segundo o engenheiro Rubens Venosa, consultor, diferentemente do que muitos pensam, descer com o carro em ponto-morto gera um maior consumo de combustível do que descer engatado. “Isso acontece devido ao sistema de injeção eletrônica entender que o carro está em marcha-lenta, o que resulta num pedido de combustível maior por parte do sistema “, explica. Assim, em quinta marcha, por exemplo, a rotação sobe para cerca de 1.500 a 2.000 rpm e o sistema cut-off da injeção eletrônica entra em ação. Ele entende que o motor está funcionando por meio de um embalo e como não há aceleração, ele corta a passagem de combustível.

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Oficina do Blog: Vantagens e desvantagens dos motores 1.0 16V

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Gostaria de saber as vantagens e desvantagens dos motores 1.0 16V. Pois ouço dizer que dá muito problema.
Segundo o consultor Rubens Venosa, o motor 1.0 16V é mais potente do que o de 8V. Ele recebe uma curva de torque diferenciada também. O motor de 16V adquire uma potência maior em uma velocidade também mais elevada. Ele é apropriado para estradas, enquanto o motor de 8V ganha mais potência em velocidades menores.
Em questão de fabricação, o motor 16V é mais caro para ser produzido. A outra diferença é o consumo de combustível. O propulsor de 16V pode até ser mais econômico, mas isso vai depender da forma de conduzir. Se o motorista utilizar o carro com toda a potência, ele também gastará mais combustível.

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Oficina Portal Luxo: os pneus mais novos devem ficar em qual eixo?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Dúvidas sobre o seu carro ? Quer encontrar respostas e dicas sobre mecânica, manutenção ou limpeza ? Então a Oficina Portal Luxo é o lugar certo para vir. Uma vez por semana, selecionaremos questões deixadas nos comentários e publicaremos as respostas no site, sempre com a ajuda de técnicos e especialistas.

Os pneus mais novos devem ficar em qual eixo?
Os pneus devem ser usados no eixo traseiro. Segundo o engenheiro mecânico Rubens Venosa, testes recentes feitos em pista mostram que isso garante maior controle do automóvel em situações de derrapagem. Antes a recomendação era para que os pneumáticos mais “inteiros” ficassem na frente, pois, segundo Venosa, seria mais fácil manter a dirigibilidade caso houvesse um estouro (risco menos freqüente nos dias de hoje, graças ao fato de os pneus não virem mais com câmara).

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Oficina Autoesporte: É correto estacionar o carro com o volante virado?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Dúvidas sobre o seu carro ? Quer encontrar respostas e dicas sobre mecânica, manutenção ou limpeza ? Então a Oficina é o lugar certo para vir. Uma vez por semana, selecionaremos questões deixadas nos comentários e publicaremos as respostas no site, sempre com a ajuda de técnicos e especialistas.

É verdade que, ao parar o carro, a direção não pode ficar com o jogo curvado? Qual dano posso causar?

O hábito de estacionar em ladeiras com as rodas da frente viradas na direção da guia é antigo. A idéia é que, caso o freio de mão falhe, a elevação da calçada segure o carro, evitando que ele siga ladeira abaixo. Mas essa prática não é um bom negócio. Segundo Alberto Trivellato, proprietário da loja Suspentécnica, um veículo estacionado assim fica exposto a danos graves. “Parado desta maneira, qualquer peso que o carro receba, por menor que seja, pode estragar muito”, informa. Isso acontece pela natureza mecânica do conjunto de suspensão. “Ela é feita de forma a aguentar muito esforço, desde que seja com o carro movimentando-se para frente ou para trás. Se o carro receber um empurrão de uma pessoa ou de uma motocicleta parado com o jogo curvado, o esforço será posto para o lado, causando um estrago grande”, diz. Ainda segundo Alberto, os danos são instantâneos e podem pesar no bolso do motorista. “Todo o conjunto fica comprometido. Entorna a manga do eixo, a barra de direção, até mesmo os amortecedores. Recomento muito que as pessoas nunca estacionem assim”.

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Gostaria de saber se ao instalar um teto solar elétrico, meu carro pode ter problemas como torção de chassi, futuras trincas na estrutura ou outros? A instalação pode ser feita sem problemas ou não é recomendável?”
Depende do modelo do carro, dizem os especialistas. Os veículos com estrutura monobloco, como a maioria dos carros atuais – em que as todas as peças, incluindo o teto, fazem parte da estrutura – podem sofrer futuros problemas com a instalação de um teto solar. “A não ser que o projeto do carro tenha sido pensado para gerar uma família de modelos, incluindo a versão conversível, ou então feito para receber o teto solar como opcional”, explica Ricardo Bock, professor de engenharia mecânica da FEI.

É o que também diz Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. “Se o carro for projetado de fábrica para a colocação do teto solar, com certeza há menos riscos”, diz. O teto é uma peça estrutural com esforços projetados para diminuir a torção do carro. “É uma peça que sofre movimentos naturais, previstos na engenharia. Uma vez que essa chapa é cortada, com certeza haverá uma diferenciação de distribuição dos esforços”, explica Venosa.

Quando instalado, o equipamento dificilmente apresentará problemas, mas o carro sofrerá as conseqüências com o tempo. “Podem surgir trincas em diversas partes do carro e ruídos indesejáveis, muitas vezes difíceis de serem identificados”, afirma. “Sem contar com a segurança, já que, em uma batida, a falta de metal pode gerar deformações maiores que as previstas”, completa o engenheiro.

O professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, Renato Romio, concorda. “Se for preciso tirar alguma viga, o veículo apresentará problemas futuros”, afirma. Portanto, fica a dica: se quiser instalar um teto solar em seu carro, veja primeiro se ele foi projetado de fábrica para receber o equipamento e, neste caso, procure um bom especialista para a instalação, que pode custar de R$ 1 mil a R$ 8 mil.

Oficina : É possível trocar câmbio manual por automático?

Respostas para as principais dúvidas automotivas

Possível é, mas essa troca é inviável. “É muito mais barato procurar um carro que tenha câmbio automático de fábrica”, explica Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. A instalação da transmissão automática não se resume apenas à caixa de câmbio: é preciso alterar eixos, freios, suportes, além de toda a parte eletrônica. “A mudança exige a instalação de um módulo eletrônico de gerenciamento da transmissão, portanto muda-se toda a parte elétrica do carro, chicotes, softwares etc.”, explica Venosa.

Segundo Ricardo Bock, professor de Engenharia Mecânica Automobilística da FEI, trocar o câmbio manual por um automático pode, mesmo, custar muito caro. A lista de componentes necessários varia de acordo com o ano/modelo. “É quase o preço de um outro veículo”, afirma o engenheiro. Para se ter uma ideia, uma caixa de câmbio usada em um ferro velho pode custar de R$ 4 mil a R$ 6 mil. “Isso sem contar com o módulo de gerenciamento, outros componentes e mão de obra”, diz Venosa.

A diferença de preço entre um carro novo com câmbio manual ou automático normalmente é de R$ 5 mil, mas nos carros usados esse valor cai para R$ 1 mil ou R$ 2 mil. “Mais um fator que prova a inviabilidade da troca”, conclui o engenheiro da Motor Max.

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